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Histórico
A Equipe Técnica de Assessoria Pesquisa e Ação Social (ETAPAS) é uma organização não-governamental,
criada em 1982, com sede em Recife e atuação de abrangência metropolitana. As primeiras discussões
sobre a redemocratização do Brasil, na década de 80 incitaram a criação de uma organização
não-governamental, que poderia manter uma atuação mais direta e forte de apoio aos movimentos
sociais urbanos. A equipe de profissionais que deu origem à ETAPAS já vinha de uma experiência de
atuação desenvolvida na Arquidiocese de Olinda e Recife, com o mesmo objetivo de contribuir para
o desenvolvimento dos movimentos sociais e com eles a possibilidade de melhorar as condições de
vida de moradores de áreas de baixa renda.
Com a experiência desenvolvida sob o "olhar" da igreja e o apoio de Dom Hélder Câmara, a Equipe Técnica
de Assessoria, Pesquisa e Ação Social passa a atuar de forma mais direta assessorando as organizações
comunitárias e contribuindo com as iniciativas de participação popular que aos poucos iam surgindo nas
comunidades de Recife, em especial nas áreas de ocupação.
A intervenção da ETAPAS junto às comunidades vai construindo a forma de trabalho e as especificidades
da instituição. A atuação contemplou, durante aproximadamente 15 anos, três linhas de ação: Capacitação,
Comunicação, Estudos e Pesquisas. |
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Com Capacitação, a ETAPAS trabalhou no sentido de preparar e qualificar as lideranças comunitárias
populares para intervirem na discussão, implementação de políticas públicas, na melhoria de suas
organizações locais e na compreensão de temáticas atuais.

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Na linha de comunicação, atuou na produção de instrumentos de organização comunitária como o Jornal
Folha nos Bairros e os Jornais Populares, atualmente organizados em rede, através da REJOPE - Rede de
Jornais Populares. Além deles, houve uma atuação direta de assessoria às rádios comunitárias da Região
Metropolitana de Recife, além da produção de um programa chamado Na Boca do Povo, que era veiculado
em uma rádio comercial chamada Rádio Capibaribe. Todo esse movimento em torno das rádios originou,
inicialmente, o Fórum de Rádios Populares de Recife, que logo depois passou a ser o Fórum da RMR, e
posteriormente passou à Associação de Rádios Comunitárias de Pernambuco, organização que vem cumprindo
com o papel articulador e de incentivo à democratização da informação. |
Outra vertente incorporada pela
ETAPAS na linha de comunicação foi a produção de vídeos temáticos, em linguagem mais acessível às
camadas de baixa renda, além de vídeos que contavam a história dos bairros, seu desenvolvimento,
características e moradores.
Através de Estudos e Pesquisas, a ETAPAS consolidou a sua linha de produção como instrumento para a
intervenção nas comunidades e como facilitadores de entendimentos, discussões e intervenções nas
políticas públicas. A pesquisa era o ponto de partida de diversas ações institucionais, contribuindo
com a produção dos jornais, dos programas das rádios, dos debates nas comunidades e da formação dos
quadros técnicos e políticos. Os estudos sempre tiveram por base a produção dos dados originários das
pesquisas e o resultado do levantamento de dados era trabalhado em linguagem mais acessível ao público
envolvido na atuação da ETAPAS. As informações produzidas têm orientado as práticas institucionais,
norteado as relações entre entidades sociais e poder público. |

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A comunicação, a capacitação, os estudos e a pesquisa são considerados instrumentos que contribuem
com a intervenção institucional que passa a acontecer através de programas complementares. Em 1998,
uma mudança considerada foi a definição da ETAPAS sobre uma intervenção mais direcionada aos
adolescentes e jovens, desenvolvendo algumas ações voltadas para este público.
A consolidação das linhas de ação e o aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho, propiciaram
experiências concretas que vêm contribuindo com a sustentabilidade institucional, através da produção
de estudos, vídeos e pesquisas, contratadas por outras ONGs ou mesmo pelo poder público. |
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